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Sintec – ES indica diretores para a Frente Parlamentar Capixaba em Defesa do Ensino Técnico e aponta para novos desafios

Notícia postada em 14/01/2020

Na foto, a partir da esq.: Miguel Madeira, presidente do Sintec-ES, Luiz Augusto Mendonça Simões, ex presidente do Grêmio Rui Barbosa (IFES-Vitória) e a deputada estadual Iriny Lopes (foto arquivo Comemoração dos 30 anos do Sintec-ES na ALES).
Novos horizontes norteiam o Sintec – ES, numa resposta a realidade política e nas relações de trabalho no início deste século XXI. “O sindicalismo precisa e tem necessidade de se antecipar aos novos fatos que exigem análise responsável de nossa parte, sem o que podemos minimizar o papel dos sindicatos nesses novos tempos em que o capitalismo de Estado quer destruir por completo nosso poder de resposta diante do desmonte dos direitos dos trabalhadores de todo o mundo, principalmente aqui no Brasil, com o governo que se instalou há um ano em Brasília, e que deu prosseguimento ao governo golpista deixado pelo ex-presidente Temer”, analisa Miguel Madeira, presidente do Sindicato dos Técnicos Industriais do ES.
“Nossa luta”, diz Miguel, “não se dá apenas no enfrentamento das questões presentes, mas também na previsão desde já do futuro da nossa categoria”, afirma o dirigente sindicalista. Ele se refere à indicação dos diretores sindicais para a Frente Parlamentar Capixaba em Defesa do Ensino Técnico.
Não foi por mero acaso que o primeiro ofício deste ano assinado por Miguel está endereçado à deputada estadual Iriny Lopes (PT), nomeando Telmo Lopes Sodré Filho (foto abaixo à esquerda) e Heraldo Gonçalves Fogos (à direita) para comporem a referida frente parlamentar. “Queremos participar ativamente desta frente, articulando ações interna e externamente, para que possamos lutar em defesa não só do ensino público e de qualidade, como também especialmente em prol do ensino técnico, neste momento em que os institutos federais (antigas escolas técnicas federais) estão sofrendo com falta de verbas e esvaziamento de sua importância no espectro da Educação no Brasil. E, por incrível que possa parecer, contrariando até mesmo os próprios empresários da iniciativa privada, que necessitam cada vez mais de mão de obra
altamente qualificada e capacitada formada pelas escolas de ensino técnico, sejam públicas ou privadas.
Novos Desafios dos Sindicatos
Miguel Madeira revela que em seu ofício aproveitou para dizer à deputada Iriny ser também fundamental para combater o enfraquecimento das instituições e defender a constituição cidadã, destacando a importância de inserir na pauta da Frente a Valorização Profissional, propondo e defendendo uma Escola Pública Profissionalizante de primeiro mundo, com toda infraestrutura necessária para a formação do aluno e futuro profissional; como laboratórios, professores capacitados e preparados para as aulas teóricas e práticas; suporte para aulas de reforço, alojamentos, recursos materiais e financeiros, entre outras providências.
Ele argumenta afirmando que “com todos os elementos disponíveis à altura dessas necessidades, a qualificação do estudante para o mercado será de alto nível, como é histórico o nível dos cursos técnicos industriais. Mas, o que nos preocupa é o mercado de trabalho oferece para esse futuro profissional”.
O sindicalista continua dizendo que a prioridade do sindicato hoje é a ação sindical na base, na celebração e defesa do cumprimento de acordos e convenções coletivas, na busca de alternativas para a inclusão desse profissional no mercado de trabalho, em condições dignas e justas. Contudo, a realidade atual, principalmente a partir do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a reforma trabalhista durante o governo Michel Temer e a eleição do presidente Jair Bolsonaro, submete os técnicos industriais a condições desumanas, perversas, de desvalorização profissional, subemprego.
Para Madeira, “os patrões – mais do que nunca – abusam do apoio público, para agir no privado. Por isso defendemos e lutamos por uma escola técnica e o acesso ao mercado de trabalho no mesmo patamar. É imprescindível que os dois temas sigam juntos. É a desumanização e precarização do trabalho, sustentado pela mídia, grandes empresários, federações e
confederações patronais. Com essa facilitação as transnacionais ainda usurpam as riquezas da nação. Exemplo claro da Shell em relação a exploração, produção e exportação de petróleo”.
A manipulação da mídia, tendo como exemplo a TV Gazeta que levou ao ar matéria mentirosa, que a cada 10 alunos formados nos cursos técnicos, 7 conseguem emprego é outra preocupação do presidente do Sintec – ES. “Eles usaram os cursos do IFES e do Senai, entrevistas, imagens. A emissora manipulou e publicou uma notícia falsa em defesa do modelo econômico e político vigente, como se não houvesse a crise do desemprego e subemprego”, esclarece.
Por isto, salienta Madeira, “o Sintec deve ter o apoio dos institutos, dos alunos no debate acadêmico, mas também a participação do chão de fábrica, do trabalhador técnico industrial oprimido, sem saber quando e como manterá seu emprego; esse trabalhador qualificado com 10, 20, 30 anos de carreira se submetendo a perda salarial astronômica, 3, 4, 5 vezes menos ao que auferia 10 anos atrás. E era pela sua capacidade que a remuneração era digna e a altura do seu conhecimento”. o governo Jair Bolsonaro defende a falta de conhecimento, de cultura, de engajamento, de discernimento, de luta, de resistência. Quer que todos sejam obedientes e submissos nessa escalada da bestialização, da opressão, e do medo”.
Conclui analisando que as instituições de ensino podem contribuir com seus alunos e ex-alunos, junto ao sindicato, na procura de caminhos de enfrentamento dessa cruel realidade, unindo diretores de escolas, sindicalistas, conselheiros, profissionais. Os alunos esperam encontrar um mercado abundante de oportunidades. A realidade é outra, os profissionais se submetem a condições cada vez piores, para não ser mais um na estatística de desempregados. Por tudo isto, propõe que todos os representantes das instituições presentes procurem encontrar pontos convergentes que fortaleçam a Frente. Parlamento, instituições de ensino, conselhos, associações e sindicatos unidos além da discussão da grade curricular e a manutenção da escola técnica, pelo resgate da dignidade, da inclusão, da justiça social e do trabalho digno.
Sintec-ES/Assessoria de Comunicação: Aurélio Carlos – JP 01235

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