VOCÊ ESTA LENDO Banners Patrocinados

Banners Patrocinados

Notícia postada em 18/07/2019

O Sindicato dos Técnicos Industriais do Espírito Santo – Sintec-ES recebeu homenagens pelos seus 30 anos de fundação, e também homenageou diretores, alguns de seus fundadores e personalidades importantes para a categoria.

No dia 7 de junho deste mês, sexta-feira, foi realizada uma sessão solene no Plenário da Assembleia Legislativa em comemoração aos 30 anos do Sindicato dos Técnicos Industriais (Sintec-ES). A sessão teve como proponente a deputada Iriny Lopes (PT).

Na mesa, participaram a deputada proponente, que presidiu a sessão, Iriny Lopes; o presidente do Sintec/ES, Miguel Madeira; representante do CFT, Bernardino José Gomes; representante do Fentec, Wilson Vanderley Vieira; representante do CRT/ES, Aluyr Carlos Zon Junior; representante do CNPL, Telmo Lopes Sodré Filho; representante da CUT, Clemilde Cortes Pereira; representante do Ifes, Jadir Péla; convidado especial ex-deputado Cláudio Vereza; presidente do Grêmio Rui Barbosa do Ifes, Luiz Augusto Mendonça Simões; fundador e primeiro presidente do Sintec/ES, Paulo Ronaldo Martins Rangel, e José Otávio Baioco, ex-presidente da CUT/ES.

Logo em seguida, o Sintec/ES homenageou com placas comemorativas 10 pessoas em reconhecimento pela contribuição histórica com a organização e luta dos técnicos do Espírito Santo:

  1. Paulo Rangel – fundador do Sintec-ES
  2. Oneida Rangel- esposa e apoiadora do Sr. Paulo Rangel e do sindicato
  3. Ex-deputada estadual Brice Bragatto – autora do projeto de lei estadual que instituiu o Dia do Técnico – 23 de setembro (foi recebido por representante).
  4. Ex-governador e ex-senador Gerson Camata (in memorian) – autor da lei federal que instituiu o dia Nacional do Técnico – 23 de setembro (recebido por representante)
  5. Ex-deputado Cláudio Vereza – pelo apoio e parceria incondicional à categoria
  6. Luiz Carlos de Oliveira – pelo trabalho na associação dos profissionais técnicos industriais e agrícolas do es que antecedeu ao Sintec-ES
  7. Iriny Lopes – pelo apoio desde a fundação do sindicato e proponente desta sessão solene
  8. Magnífico Reitor Jadir Péla para receber em nome do IFES, a 1ª instituição a formar técnicos no ES.
  9. Deputado Federal Hélder Salomão pela representação e apoio em nível federal e estadual
  10. Luiz Augusto Mendonça Simões representando o Grêmio Rui Barbosa do Ifes, pela luta e defesa de uma educação pública e de qualidade para os estudantes.

Foram homenageados com certificados feitas pelo Parlamento estadual 30 pessoas que fazem ou fizeram parte da história da entidade (relação completa abaixo), além do próprio Sintec/ES, que foi homenageado com um troféu pelo Fentec, das mãos de seu presidente, Wilson Vanderlei, recebido pelo presidente da instituição, Miguel Madeira (foto abaixo).

Após entrega de placas e certificados, Miguel Madeira, em seu discurso, e após agradecer à deputada Iriny Lopes e a todos os presentes, disse que “os 30 anos do Sintec/ES foram marcados pela luta em defesa da justiça e inclusão social, da democracia, do cumprimento da lei no exercício profissional dos técnicos e técnicas e de todos os trabalhadores e trabalhadoras”. Ainda segundo Madeira, “em 1988 no mesmo ano da promulgação da constituinte cidadã, o Sintec foi criado, sob a liderança de Paulo Rangel, reunindo no seu quadro militantes de chão de fábrica, combativos e com o pensamento de fazer do sindicato um instrumento de luta. Muitos já participavam do movimento popular e estudantil e estiveram nas ruas pelas Diretas Já!”, revelou o líder sindicalista.

Madeira analisou que ‘havia acúmulo, disposição. A exploração e o momento econômico do país exigiam ação. E agimos participando das greves nas empresas estatais e privadas, nas greves gerais, nas manifestações de rua. Não há vitória sem lutas. E foi através desse engajamento que o Sintec/ES se tornou respeitado. Para estar na diretoria da entidade era necessário ter esse compromisso. (…) Nos deparamos com um momento (atual) crítico. Estamos diante de um governo federal que contraria tudo que defendemos e desejamos. Prega abertamente o retrocesso nas relações sociais, com a expansão do comércio de armas, o preconceito social, racial, econômico e cultural. Com o corte de recursos para a educação. Com o fim de direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras, com a reforma da previdência, que beneficia apenas o sistema financeiro. Está claro. A resistência veio nos dias 15 e 30 de maio, com a marcha contra o corte dos investimentos na educação. A resposta que daremos é a greve geral no dia 14 de junho. Os movimentos juntos, como antes, ou como nunca se viu, lado a lado, muitas bandeiras com o mesmo grito, nenhum direito a menos, avançar e resistir. O Sintec/es está dentro. Como sempre esteve. A hora é agora!”, finalizou o sindicalista. (Discurso completo no final da matéria).

No decorrer da sessão, todos usaram da palavra, e revelaram a importância da organização sindical e da luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, incluindo a defesa intransigente por uma educação pública de qualidade, e contra os cortes nas verbas promovidos pelo governo federal que estão atingindo principalmente os institutos federais e universidades federais.

Paulo Rangel, um dos fundadores do Sintec/Es, relembrou num misto de emoção e orgulho momentos históricos que antecederam a fundação da instituição.

Telmo Sodré Filho, diretor do Sintec/ES desde o a primeira diretoria eleita relatou uma síntese da história do sindicato, lembrando nomes e ações inesquecíveis que ficarão para sempre nos anais da verdadeira saga, não só do próprio sindicato, como também das lutas dos trabalhadores do Espírito Santo (foto abaixo).

A deputada Iriny Lopes também se recordou da fundação do sindicato 30 anos atrás. Revelou que conhecia pessoalmente a maioria dos sindicalistas e público presentes, já que sempre apoiou os movimentos sindicais na luta pelos seus direitos, e declarou preocupação com os cortes de verbas feitas pelo governo federal no âmbito da Educação, dizendo que o país vive vários retrocessos decorrentes da contenção generalizada de investimentos. “Um país que deixa de investir na formação educacional e profissional das novas gerações está caminhando para um atraso muito grande”, analisou. 

Iriny afirmou que, apesar do cenário preocupante, o Sintec-ES tem muito o que comemorar, porque há três décadas faz história no Espírito Santo, preparando profissionais para o mercado de trabalho, num segmento muito amplo e complexo, finalizou a deputada.

Homenageados com certificados pela Ales 

  • Adilson Alves Caldas
  • Aloísio Carnielli
  • Aluyr Carlos Zon Júnior
  • Anderson Pandolfi
  • Bernardino José Gomes
  • Carlos Demetrius Gonçalves da Silva
  • Darci Grammelick Franskoviaki
  • Dionísio José de Souza Carvalho
  • Elianderson Bernardes França
  • Fábio Luiz Gama Pimentel
  • Gérson Eli Cruz
  • Hector Campos Scarpati
  • Heraldo Gonçalves Fogos
  • Hudson de Almeida Machado
  • Jefferson Luiz Cariati da Silva
  • João Carlos Cruz
  • José Eugênio da Rocha
  • Kepler Daniel Sérgio Eduardo
  • Lauro Antônio Furieri
  • Magno Olson da Silva
  • Marconi Mota do Monte
  • Maurino Fidélis de Oliveira
  • Miguel Antônio Madeira da Silva Araújo
  • Portugal Sampaio Salles
  • Rogério Mascarenhas da Silva
  • Rônio Linhares de Oliveira
  • Telmo Sodré Lopes Filho
  • Valmir Xavier Martins
  • Vanderli Lascola do Nascimento
  • Welington Ferri

Discurso completo do presidente do Sintec/ES, Miguel Madeira

(…) Os 30 anos do Sintec/Es foram marcados pela luta em defesa da justiça e inclusão social, da democracia, do cumprimento a lei no exercício profissional dos técnicos e técnicas e de todos os trabalhadores e trabalhadoras. Em 1988 no mesmo ano da promulgação da constituinte cidadã, o Sintec foi criado, sob a liderança de Paulo Rangel, reunindo no seu quadro militantes de chão de fábrica, combativos e com o pensamento de fazer do sindicato um instrumento de luta. Muitos já participavam do movimento popular e estudantil e estiveram nas ruas pelas diretas já.  

Havia acúmulo, disposição. A exploração e o momento econômico do país exigiam ação. E agimos participando das greves nas empresas estatais e privadas, nas greves gerais, nas manifestações de rua. Não há vitória sem lutas. E foi através desse engajamento que o Sintec/ES se tornou respeitado. Para estar na diretoria da entidade era necessário ter esse compromisso.

E foi assim que também crescemos na defesa dos técnicos industriais. Defendíamos e tivemos muitas conquistas para garantir o direito pleno as atribuições dos técnicos industriais e em defesa da lei e decreto que regulamenta nossa profissão. Ao mesmo tempo caminhávamos lado a lado na luta por uma sociedade igualitária, mesmos valores dos presidentes Paulo Bubach e Sílvio Ramos. Foi um trabalho contínuo, colegiado, amplo.

Todos que passaram por lá ensinaram e aprenderam muito e esse acúmulo está sendo fundamental na construção do CRT. A luta de classe, a defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, sem técnico não tem tecnologia. A história da formação profissional passa tanto pelo saber fazer, como desenvolver e aprimorar. Muitos alunos e técnicos aperfeiçoaram ou desenvolveram novos métodos, novos equipamentos. Cito um bom exemplo o secador de grãos a energia solar, desenvolvido por alunos da Escola Técnica Cedtec. Certamente teremos inúmeros outros.

Desenvolvimento tecnológico, social e econômico só se conquista com investimento na formação e na educação continuada, por isso defendemos não só a manutenção dos investimentos nas instituições de ensino público, como a ampliação desses investimentos.

Nos deparamos com um momento crítico. Estamos diante de um governo federal que contraria tudo que defendemos e desejamos.

Prega abertamente o retrocesso nas relações sociais, com a expansão do comércio de armas, o preconceito social, racial, econômico e cultural. Com o corte de recursos para a educação. Com o fim de direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras, com a reforma da previdência, que beneficia apenas o sistema financeiro. Está claro.

A resistência veio nos dias 15 e 30 de maio, com a marcha contra o corte dos investimentos na educação.

A resposta que daremos é a greve geral no dia 14 de junho. Os movimentos juntos, como antes, ou como nunca se viu, lado a lado, muitas bandeiras com o mesmo grito, nenhum direito a menos, avançar e resistir.

O Sintec/es está dentro. Como sempre esteve. A hora é agora!