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SINTEC/ES – É PRECISO RESGATAR O DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO BRASIL

Notícia postada em 22/07/2020

Análise
É PRECISO RESGATAR O DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO BRASIL
“Sem técnicos não há tecnologia”
O Brasil se anunciava como um grande celeiro de desenvolvimento de novas tecnologias no mundo até bem pouco tempo atrás. Os técnicos brasileiros desenvolveram tecnologias em todas as áreas da produção humana, a partir de experiências internacionais experimentais ou mesmo consolidadas que haveriam de ser adaptadas para uso dos trabalhadores nacionais. Também ousaram desenvolver novas tecnologias afim de assegurar destaque no cenário da competição internacional de produção de bens e serviços, como também como fruto das necessidades de melhorar e otimizar produtividade.
Foi assim que técnicos da Petrobras desenvolveram novas e surpreendentes tecnologias na perfuração de poços de petróleo em águas profundas, por exemplo. Hoje, detentora da mais alta desta tecnologia, a Petrobras, além de orgulho da Nação, é também exportadora de técnicas e compete com outras produtoras do chamado “primeiro mundo” de igual para igual.
E assim aconteceu com as indústrias de fabricação de bens duráveis, na exploração de minérios, enfim, em todas as atividades econômicas, incluindo aí as agroindustriais e a indústria aeronáutica, com a potência que se tornou a Embraer.
Houve um grande salto na formação de mão-de-obra técnica através das antigas e eficientes escolas técnicas, hoje Institutos Federais, além das escolas técnicas estaduais e privadas, aumentando assim a capacidade do país em formar mais técnicos para dar conta do aumento da demanda cada vez mais crescente.
Contudo, foi a abertura desses centros de formação tecnológicas em larga escala – alguns anos mais tarde, incluindo centenas deles em cidades espalhadas pelo interior do Brasil que nos deixou vislumbrar um cenário novo no desenvolvimento de novas e revolucionárias tecnologias – que, infelizmente, não aconteceu.
Uma das causas é o próprio retrocesso político com a eleição em 2018 de um presidente nitidamente de inspiração ultradireita, sem nenhuma vocação e vontade política de levar adiante o projeto que foi iniciado décadas atrás e sedimentado a partir dos últimos governos. O Brasil praticamente voltou à idade da pedra no campo do desenvolvimento tecnológico, principalmente pela falta de recursos financeiros estatais que deveriam financiar as universidades públicas e os centros de formação tecnológicas.
O Brasil está renunciando ao papel de ser promissor exportador de bens e serviços de qualidade a ser mero vendedor das chamadas “Commodities”, principalmente agrícolas, como a soja, por exemplo. E, com isto, ficamos à mercê do mercado internacional para adquirir máquinas e equipamentos de alto valor agregado, fruto de tecnologias desenvolvidas em seus respectivos países. E o que é pior, num momento como este de pandemia, ficar o país dependendo até de importação de máscaras – desde as mais simples domésticas – para se defender minimamente do vírus da Covid-19.
Como representantes dos técnicos industriais, o Sintec/ES só tem a lamentar esta situação a que chegamos. Mas também exortar toda a população, principalmente os trabalhadores em geral e técnicos industriais a não se calar diante desse menosprezo intelectual que nos remete a um cenário de dependência tecnológica que imaginávamos finalmente estar vencendo a passos largos. Lembrando que – “sem técnicos, não há tecnologia.”

Sintec/ES: Assessoria de Imprensa: Aurélio Carlos/JP 01235 ES
(27) 99708-0714

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