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Sindicalistas vão à Brasília em busca de apoio contra a Reforma da Previdência

Notícia postada em 13/09/2019

Sindicalistas vão à Brasília em busca de apoio contra a Reforma da Previdência

A comitiva de sindicalistas capixabas do Fórum Promoção da Liberdade Sindical do Espírito Santo partiu de Vitória no dia 5 de outubro ruma à Brasília e lá se encontraram inicialmente com o senador do partido Rede Sustentabilidade, Fabiano Contarato. Participaram do encontro, na foto, a partir da esquerda: Miguel Madeira, Sintec-ES; Artur Sapão, Sintcel; Miguel Leite, SindRodoviários; Weslei Scoob, Movimento da Categoria Ferroviária da Renovação Sindical; Marcelo, Sinergia; Senador Contarato (Rede); Bernardino, CFT; Valim, Sindicato dos Advogados; Max Célio, Sindmetal: Serafim, Vigilantes; José Renato Inácio, Portuários. Destaca-se ainda a presença do procurador do Ministério Público do Trabalho no ES, João Hilário, integrante da Comitiva que não aparece na foto. Foi entregue o manifesto do fórum aos senadores.

No encontro. o senador Contarato deixou claro sua posição contra a reforma da Previdência, já tendo inclusive votado contra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que analisou e deu parecer favorável ao inescrupuloso projeto do Governo de Jair Bolsonaro, que pretende acabar com direitos dos trabalhadores brasileiros conquistados ao longo da história de lutas no Brasil, e principalmente com leis aprovadas na Constituição Cidadã de 1988.

O senador Fabiano Contarato desde o início de seu mandato mantém-se firme em seu propósito de votar contra no Plenário do Senado, mas adiantou que a Comissão capixaba deve procurar também o senador Marcos do Val (Cidadania, ex-PPS), e a senadora Rose de Freitas (Podemos).

Avaliando o encontro, Miguel Madeira, do Sintec-ES, disse que foi excelente a receptividade por parte do senador, que revelou ter votado contra a reforma na CCJ e que, por isso, tem sido vítima de perseguição política, inclusive no ES, e pediu o apoio dos sindicalistas, dos movimentos populares e democráticos para continuar na luta em prol da democracia e dos trabalhadores. “Precisamos de apoio mútuo, inclusive na questão da Previdência”, declarou à Comissão de Sindicalistas Capixabas. Lembrando que ele foi o campeão de votos no Espírito Santo conquistando com 31,15% votos válidos uma das duas vagas para o Senado e deixou de fora o então senador Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB).

Nascido em 1966 na cidade de Nova Venécia (ES), Fabiano Contarato formou-se em direito pela Universidade Vila Velha, tendo feito estágio em presídio e também em um sindicato de trabalhadores. Em 2016, foi nomeado corregedor-geral do Estado. O senador é professor e delegado de polícia da Academia de Polícia Civil do Espírito Santo. É filho de um motorista de ônibus e de uma dona de casa, e prometeu uma “faxina moral” no Senado Federal. Cristão praticante, o senador defende a ética, a honestidade, a família e os valores cristãos.

Miguel Madeira esclarece que a grande preocupação com o projeto do governo no que se refere a reforma da Previdência é principalmente no texto sobre insalubridade e periculosidade. “A reforma que o governo pretende fazer vai criar um grande impacto e ainda vai prejudicar todo mundo: trabalhadores, empresários e até mesmo o próprio governo. Vejam só: Atualmente, ao se aposentarem, os salários dos trabalhadores são calculados baseados nos últimos salários e podem ter uma remuneração d até 100% sobre seus salários. Com a nova proposta, perdem até 40% da remuneração. Além disso,podem ter de trabalhar por mais 20 anos. Acaba a periculosidade para aposentadoria especial: vigilantes e eletricistas, por exemplo. Isto para empregos perenes,  se ficar um período sem emprego, começa nova contagem. Os empresários, em caso de afastamento de um empregado por motivo de doença ou acidente, além de ter de contratar outro, vai também ser obrigado a realocar o mesmo quando de seu retorno, em muitos casos. O governo, por meio do INSS, terá muito mais despesas com empregados doentes e ou acidentados por causa da fadiga e outras causas decorrentes da idade avançada obrigatória no trabalho. Afinal, a quem interessa essa reforma?”, desabafa revoltado o líder sindicalista.

Fabiano Contarato publicou em sua página no Facebook um trecho de seu discurso no Senado Federal e um texto justificando o seu posicionamento contrário a PEC da reforma. Ele diz “Hoje, realizamos Sessão Especial para tratar da Reforma da Previdência. Falei em tribuna, do coração, o que sinto: é injusta! Aprofunda a desigualdade. Os mais pobres são os que mais vão sofrer. Não posso entender que se defenda que pessoas viúvas sofram esse golpe de redução da pensão por morte e que o trabalhador que quase já não encontra emprego formal seja ainda mais penalizado. As pessoas não vão conseguir se aposentar. O texto não combate privilégios, apenas aumenta a exclusão social. Temos lutado para mudar. Queremos uma Reforma da Previdência justa. Não essa que está aí”

Sindicalistas capixabas participam também da Audiência sobre Reforma da Previdência e Trabalho no Senado

A comitiva de sindicalistas do Fórum Promoção da Liberdade Sindical do Espírito Santo (foto abaixo) também esteve com o senador Paulo Paim (PT-RS), que convidou WesleiScooby do Movimento Ferroviário para falar na audiência pública. Ele fez uma ampla explanação contra a reforma, da Previdência, evidenciando o grande prejuízo que a nova lei – caso seja aprovada – causará aos trabalhadores brasileiros quando de sua aposentadoria – isto se conseguir aposentar-se, pois é certo que muitos não suportarão trabalhar até idade avançada, podendo falecer antes de receber o benefício, que está previsto na Constituição do Brasil.

PEC da Previdência será votada em primeiro turno no dia 24

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta quarta-feira (11) que não há nenhuma hipótese de votação em Plenário do texto principal da reforma da Previdência (PEC 6/2019) na próxima semana.Davi explicou que, em acordo com os líderes partidários, ficou estabelecido que a votação da matéria em primeiro turno será no próximo dia 24, atendidos todos os prazos regimentais. Já a votação em segundo turno deverá ocorrer na semana entre 3 e 10 de outubro. Fonte: Agência Senado

Grêmio Rui Barbosa completa 75 anos

O grêmio do InstitutoFederalde Educação, Ciência e Tecnologia doEspírito Santo(Ifes) completou 75 anos de fundação. Na foto, a partir da esquerda, Miguel Madeira, presidente do Sintec-ES e o presidente do grêmio Luiz Augusto. O Sintec foi homenageado no evento realizado no auditório do Ifes Vitória.

O Grêmio Rui Barbosa é contra o corte/congelamento/contingenciamento de verbas nos Institutos e universidades federais, e luta em defesa da educação, do ensino técnico, da ciência e da tecnologia.

Por tudo isso, convoca os estudantes, professores, pais e trabalhadores para a Jornada de Lutas em defesa da educação, dos Institutos e Universidades Federais, do ensino técnico, ciência e tecnologia e do desenvolvimento e soberania Nacional.O Sintec-ES apóia essa iniciativa e se declara solidário com os estudantes.

DEPUTADOS FEDERAIS TRAIDORES DO POVO DO ES

Esses deputados federais do Espírito Santo tiveram a chance de se redimirem e votar contra o fim da aposentadoria dos trabalhadores. Porém, isso não aconteceu e ontem (06/08), mais uma vez, eles traíram o povo capixaba e votaram pelo fim da nossa aposentadoria.

Não aceitaremos essa maldade contra os trabalhadores e não perdoaremos tamanha traição. Não esqueça os nomes dos traidores:  01-Ted Conti (PSB); 02-Da Vitória (PPS); 03-Amaro Neto (PRB); 04-Norma Ayub (DEM); 05-Evair de Melo (PP); 06-Felipe Rigoni (PSB); 07-Lauriete (PR); 08-Soraya Manato (PSL).

Deputados Federais Que NÃO Traíram!

Parabéns aos deputados federais: Sérgio Vidigal (PDT) e Hélder Salomão (PT).

Lei da Anistia completa 40 anos

A Lei da Anistia foi promulgada em 1979 pelo último presidente da ditadura militar (1964-1985), o general João Baptista de Figueiredo, e completou 40 anos no dia 28 de agosto. A lei  foi possível graças a ampla mobilização da sociedade civil e de líderes políticos da oposição,bem como artistas, religiosos e outros segmentos, e concedeu anistia “a todos quantos que cometeram crimes políticos ou conexos com estes” de 1961 a 1979.

Com isso, permitiu o regresso de diversos militantes que estavam exilados no exterior, mas deixou impunes os crimes cometidos pelo braço repressor da ditadura.

 (Foto extraída na Internet- sem autoria)