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Sindicalista fala de sua viagem à Cuba

Notícia postada em 05/04/2019

Maurino Fidélis de Oliveira, 61 anos, aposentado da Petrobras Distribuidora, atualmente exerce o ofício de lecionar numa escola pública ensinando a língua portuguesa. Contudo, já ensinou também espanhol, já que é formado em Letras com ênfase nesta língua. Ele esteve em Cuba recentemente para passar a comemoração de nascimento de José Martí, considerado o maior herói cubano, que apesar de ter nascido no dia 28 de janeiro (1850), é comemorada um dia antes, 27, chamada de “Marcha das Tochas”. Contudo, a previsão do serviço de meteorologia de que haveria uma grande tempestade na cidade de Havana, e que se confirmou com o primeiro tornado de sua história, com três mortes e mais de 170 feridos, adiou a marcha para o dia 28. 


José Martí (1853-1895), poeta, escritor, orador e jornalista, é cultuado em Cuba como o grande mártir da independência do país em relação à Espanha. Para ele, a luta deveria ser uma verdadeira transformação cubana em todos os aspectos: econômico, político e social. Os ideais de Martí, junto com o marxismo-leninismo, guiam a política de Cuba até hoje, e inspiraram Fidel Castro, Che Guevara e seus camaradas na luta da Revolução Cubana, em 1959.


A Marcha das Tochas partiu da Universidade de Havana indo até o Monumento Nacional da Frágua Martiana. Claudia Gutiérrez Figueroa, do Secretariado da Federação Estudantil Universitária (FEU), convocou os estudantes e o povo a se reunirem na escadaria da Universidade de Havana para participar no desfile. Ela disse que a Marcha, este ano foi também dedicada ao aniversário de 90 anos do líder da Revolução Fidel Castro e do VII Congresso do Partido Comunista de Cuba, e foi uma forma de os membros da FEU reafirmarem sua lealdade à pátria, e contou com as presenças do atual presidente Miguel Díaz-Canel, do ex-presidente Raúl Castro e um convidado especial: Pepe (José) Mujica, ex-presidente do Uruguai.


Maurino, pai de 4 filhos, divorciado, leciona língua portuguesa e também espanhola é diretor do Sintec-ES e membro do Comitê de Defesa da Revolução Cubana. Ele diz que na calçada da famosa Avenida Malecón há muitos monumentos dedicados aos heróis cubanos. Ele também visitou os bares La Bodeguita del Medio e El Floridita, o primeiro ficou famoso pela presença constante do escritor norte-americano ganhador de um Nobel, Ernest Hemingway. Ele também conheceu o Museu da Revolução, onde se encontra o navio Gramma, que levou os revolucionários do México para Cuba, dando início ao processo da revolução, e esteve em muitos museus, na Praça da Revolução, e visitou também a Central Nacional dos Trabalhadores Cubanos.
O herói José Martí, que tanto inspirou e ainda inspira a verve revolucionária do povo cubano, morreu lutando em 19 de maio de 1895 pela independência do país após seu pequeno contingente de revoltosos deparar-se com as tropas espanholas no vilarejo de Dos Ríos. É mutilado pelos soldados e exibido à população. Foi sepultado em Santiago de Cuba. Tinha pouco mais de 40 anos de idade.