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PRODUÇÃO DE MÁSCARAS DE PROTEÇÃO CONTRA A PANDEMIA

Notícia postada em 14/04/2020

Criatividade e Oportunidade em Tempo de Coronavírus

Na contramão do combate ao Covid – 19 algumas empresas brasileiras demitem empregados impiedosamente, seja na calada da noite, como a empresa Elfe, prestadora de serviços da Petrobras, que atua aqui no Espírito Santo, seja também abertamente como a rede de restaurantes Madero, que demitiu recentemente mais de 600 empregados. Há, porém, casos positivos, de iniciativa de empresários mais conscientes – e com capital para segurar a crise – que se manifestam contra as demissões em massa.

O próprio presidente Jair Bolsonaro ainda não “se encontrou” nesta crise pandêmica com as decisões tomadas pelo seu próprio governo por meio do Ministério da Saúde, que tem insistido – contra a vontade dele – de impor o isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma mais eficaz de impedir o avanço da doença implacável em todo o mundo.

Bolsonaro mantém um discurso de no mínimo diminuir as medidas de isolamento social alegando a paralisação da economia do país, e conta com o apoio de parte inexpressiva da população, como também com o desespero e falta de perspectivas em como sustentar a si e suas respectivas famílias muitos já desempregados ou ameaçados pelo desemprego, apesar de parte desta população poder contar agora, por um período de três meses, com o Auxílio Emergencial do governo federal com uma transferência de renda entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00.

Há também quem queira garantir o emprego e idéias e sugestões para fazer do limão uma limonada. É o caso do ex-presidente do Sindicato dos Técnicos Industriais – Sintec/ES, Paulo Rangel. Observando a falta de máscaras tanto para uso profissional como para a população em geral, ele propõe que a UniGlória estimule a produção dessas máscaras no Polo de Confecção da Glória, em Vila Velha.

A idéia agradou ao atual presidente do Sintec, Miguel Madeira, analisando que isto significa uma oportunidade de manter os postos de trabalho no setor. “Aumentou o número de pessoas sujeitas à contaminação, tanto trabalhadores na área da saúde, do transporte público, do comércio, farmácias, serviços públicos essenciais como limpeza e recolhimento de lixo, e que de modo geral, estão expostos ao risco de contaminação.”

Paulo Rangel acrescenta ainda que “vale lembrar que o Polo da Glória, em sua imensa maioria é formado por micros, pequenas e médias empresas, que são mais sensíveis à crise provocada pela Covid – 19, podendo vender esses produtos tão necessários para empresas públicas e privadas que não podem parar suas atividades”, finalizou o sindicalista.
Paulo Rangel justifica ainda a produção de máscaras e sua aquisição pelo poder público para que se comprometa e se responsabilize em distribuí-las gratuitamente entre as pessoas mais necessitadas, como uma campanha de vacinação.

“Além disso”, acrescenta o dirigente sindical, “é preciso cumprir a distância entre usuários do transporte público de dois metros e depois dentro do ônibus de 20 cm entre um passageiro e outro, como recomenda as autoridades sanitárias. Por isto mesmo o uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual) entre usuários de transporte público e outros trabalhadores de serviços essenciais é fundamental para impedir a proliferação da pandemia”.

A reportagem tentou obter opiniões de diretores e diretoras do UniGlória, que congrega as facções e lojas do polo, mas não conseguiu-se localizá-los.

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