IFES de Vitória apresenta pesquisas para aproveitamento de água da chuva e de lã de vidro para fabricação de placas cimentícias

 

As professoras Flavia Bianchi e Fabiana Lemos do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) apresentaram o projeto de aproveitamento de água da chuva realizado na comunidade de Jaburu, no Território do Bem, em Vitória. Segundos as professoras, a demanda partiu da comunidade que tinha dificuldades para irrigar as plantas do parque durante o período de estiagem.

 

Após a realização de estudos foi identificado a viabilidade da execução do projeto aproveitando as telhas da sede da Associação de Moradores. Com a contribuição de voluntários da comunidade, técnicos do IFES preparam o imóvel, instalando as calhas e adequando parte do terreno para acomodar com segurança os três reservatórios de água, que juntos são capazes de armazenar 1.800L.

 

A água que escoa pelas telhas do imóvel passa por um sistema de filtros para eliminação dos  resíduos e depois por outro sistema com cloro. Para garantir a qualidade do armazenamento engenheiros sanitários e ambientais do IFES realizam testes de pureza na água que é usada para irrigar as plantas do parque.

 

O projeto foi realizado em parceria a com a Associação Ateliê de Ideias, que através do programa Bem Simples, reformou o parque e a faixada da sede da Associação de Moradores, deixando o prédio uma aparência mais convidativa.

 

Uso da lã de vidro em placas cimentícias

 

A professora do IFES Georgia Serafim Araujo, apresentou o projeto de pesquisa que utiliza a lã de vidro na fabricação de placas de cimento para construção civil. Durante a pesquisa realizada com alunos da instituição a lã de vidro substituiu a areia como componente para argamassa. Após vários testes, descobriu-se que o uso deste material nobre na composição da argamassa contribui para melhorar a resistência e qualidades térmica do cimento. Com os resultados positivos, os pesquisadores criaram placas cimentícias para serem usadas em edificações.

 

Para dar continuidade as pesquisas com o material, os técnicos tem o desafio de melhorar o processo de desmanche da lã, que foi realizado de forma manual.  Este processo é perigoso pois as partículas da lã d vidro se espalham no ar, e em contato com a pele elas causam irritação.

 

Apesar das dificuldades da pesquisa, Araujo acredita que a lã de vidro, utilizada pela indústria como isolante térmico, pode substituir na construção civil os agregados naturais, o que resultaria na diminuição da exploração destes recursos e aproveitamento das toneladas de lã que são descartada em aterros sanitários. Para se ter uma ideia da quantidade do material disponível no mercado, apenas entre os anos de 2010 a 2013 cerca de 290 mil toneladas da lã de vidro foi produzida.

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