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HOMENAGEM DO SINTEC/ES AO DIA DAS ENFERMEIRAS E ENFERMEIROS

Notícia postada em 12/05/2020

HOMENAGEM DO SINTEC AO DIA DA ENFERMEIRA E ENFERMEIRO

Por: Aurélio Carlos Marques de Moura

Dia do Enfermeiro: 12 de maio
É inconcebível e totalmente incompreensível que equipes de enfermagem e outros profissionais da Saúde – que protestavam por melhores condições de trabalho – tenham sido agredidas por pessoas completamente alucinadas pelo “negativismo” à existência e ou ameaça à vida humana pela Covd 19, como fizeram recentemente em Brasília protestando pelo fim do sistema de distanciamento social recomendado pela Organização da Saúde (OMS) e pelo próprio Ministério da Saúde do Governo Brasileiro.

A profissão, embora tardiamente, foi oficialmente reconhecida pelas instituições internacionais. Ser um enfermeiro ou enfermeira, mais que um ofício, é uma missão, um verdadeiro sacerdócio, pois há que se ter muita vocação para o trabalho que esses profissionais desempenham no seu dia a dia, e que é essencial para garantir a recuperação e salvamento de vidas em perigo, seja nos hospitais ou demais instituições que necessitam da assistência continua de cuidados médicos.

Por isto, o Sintec/ES faz questão de homenagear todas as equipes de enfermagem do Brasil e do mundo inteiro, especialmente neste grave momento de combate à pandemia do novo coronavírus, quando esses profissionais arriscam suas vidas para salvar tantas outras.

Foi somente a partir do século XIX que surdiram as primeiras mulheres engajadas no socorro aos doentes e feridos de guerra. Contudo, a profissão tem origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência a quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes. Durante séculos, a enfermagem vem formando profissionais em todo o mundo, comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano, humildemente assumidos como assessores imediatos dos médicos. Inicialmente era exercida especialmente ou quase que totalmente por mulheres, mais sensíveis aos dramas e dores humanas. Hoje, apesar de muitos homens engajados na profissão, são as mulheres a maioria absoluta que reinam neste sacerdócio.

Dia 12 de maio
Dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro, em homenagem a Florence Nightingale, marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. NO Brasil coube ao então presidente, Getúlio Vargas, em 1938, sancionar a lei criando esta homenagem.

Ana Néri – A pioneira da enfermagem no Brasil
Ela foi a heroína brasileira que prestou serviços voluntários nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá, durante a Guerra do Paraguai. Ana Justina Ferreira Néri nasceu em Vila de Cachoeira do Paraguaçu, Bahia, no dia 13 de dezembro de 1814. Casou-se aos 23 anos com Isidoro Antônio Néri, capitão-de-fragata da Marinha, que estava sempre no mar. Ana Néri acostumou-se a ter a casa sob sua responsabilidade. Ficou viúva com 29 anos, quando em 1843, seu marido morreu a bordo do veleiro Três de Maio, no Maranhão.

Ana Néri teve três filhos, que criou sozinha, após a morte do marido. O cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidoro Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo. Em 1865, o Brasil integrou a Tríplice Aliança, que lutou na Guerra do Paraguai e os filhos de Ana Néri foram convocados para lutar no campo de batalha.
Sensibilizada com a dor da separação dos filhos, no dia 8 de agosto, Ana Néri escreveu uma carta ao presidente da província oferecendo seus serviços de enfermeira para cuidar dos feridos de Guerra do Paraguai, enquanto o conflito durasse. Seu pedido foi aceito. Em 1865, Ana Néri partiu de Salvador em direção ao Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Com 51 anos, foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários.

Ana Néri começou seu trabalho nos hospitais de Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas realizando os trabalhos de enfermagem. Mais tarde, ajudou os feridos em hospitais de Salto, Humaitá e Assunção.

Apesar da falta de condições, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, Ana Néri chamou a atenção, por sua dedicação ao trabalho como enfermeira, por todos os hospitais onde passou. Ana Néri, com seus próprios recursos, montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro. Ali, Ana Néri perdeu seu filho Justiniano. No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com três órfãos de guerra para criar. Foi condecorada com as medalhas de prata Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe. Recebeu do imperador D. Pedro II, por decreto, uma pensão vitalícia com a qual educou sua família.

Ana Néri faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio de 1880. A primeira escola oficial de enfermagem de alto padrão no Brasil foi fundada por Carlos Chagas em 1923 e em 1926 recebeu o nome de Ana Néri, em homenagem à primeira enfermeira brasileira. O dia do enfermeiro é comemorado em 20 de maio

Quando tudo começou: A revolucionária enfermeira Florence Nightingale
Nascida há mais de 200 anos, a britânica Florence Nightingale é merecidamente conhecida por ter revolucionado a enfermagem. Sua abordagem para os cuidados de soldados feridos e treinamento de enfermeiras no século 19 salvou e melhorou incontáveis vidas. E suas ideias sobre como se manter saudável ressoam ainda hoje, como as orientações oficiais para combater o novo coronavírus.
Durante a Guerra da Crimeia (1853-1856), Nightingale implementou a lavagem de mãos e outras práticas de higiene nos hospitais do exército britânico. Esse era um aconselhamento relativamente novo, primeiro divulgado pelo médico húngaro Ignaz Semmelweis nos anos 1840, que observou a diferença dramática que isso provocava nas taxas de mortalidade em maternidades.

A atenção de Nightingale a pesquisas médicas internacionais era só um dos fatores por trás de sua habilidade de fazer intervenções eficazes em saúde pública. Como muitos especialistas em saúde pública de sua idade, Nightingale considerava que o lar era um lugar crucial para intervenções de prevenção de doenças. Esse era o local onde a maioria das pessoas contraía e sofria de doenças infecciosas. (O mesmo é verdade ainda hoje: no surto de coronavírus de Wuhan, entre 75-80% das transmissões foram reportadas em núcleos familiares.) Entre muitos conselhos, Florence indicava a se abrirem as janelas para maximizar a luz e a ventilação, e eliminar o ar “estagnado, mofado e impuro”. E ela defendia melhorias no sistema de drenagem para combater doenças que vinham da água, como o cólera e a febre tifóide. Em sua visão, todos os interiores domésticos deveriam ser mantidos limpos. Para ela, ttapetes sujos e móveis sujos “poluem o ar tanto quanto se houvesse um amontoado de esterco no porão”.

Outra heroína enfermeira: Mary Seacole
Mary Seacole foi uma enfermeira jamaicana, cuja atuação na Guerra da Criméia, apesar de comparável ao trabalho de Florence Nightingale, só veio a ser reconhecido publicamente a partir de 1973, com a redescoberta de sua autobiografia, Wonderful Adventures of Mrs. Seacole in Many Lands.

Em 1854, inscreveu-se para participar da equipe de enfermagem liderada por Florence Nightingale para cuidar dos soldados feridos na Guerra da Crimeia. Não foi aceita, apesar das cartas de recomendação dos governos da Jamaica e do Panamá. Inconformada com a recusa, arrecadou fundos para viajar por conta própria à frente de batalha. Com o dinheiro que obteve montou o British Hotel, um hotel onde vendia comida e bebida aos soldados para, assim, custear as despesas do atendimento a doentes e feridos dos dois lados. Passou a ser chamada de Mãe Seacole. Apesar do reconhecimento em vida por parte dos soldados de quem havia cuidado, Mary Seacole foi ignorada quando o Memorial da Guerra da Crimeia foi erigido em Londres, em 1915.

Seu nome ficou praticamente esquecido durante décadas, até que a enfermeira britânica Elsie Gordon, que editava a publicação Nursing Mirror, encontrou uma cópia da sua autobiografia numa loja de livros usados. Dentro do livro havia um pedaço de papel que ajudou Gordon a encontrar o túmulo de Seacole, em Kensal Green. Com a redescoberta de sua história, Mary Seacole foi homenageada tanto no Reino Unido quanto na Jamaica, onde dá nome à sede da Associação Jamaicana de Enfermagem.

Obs.: dados bibliográficos extraídos de várias fontes na Internet, incluindo as fotos.

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