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E Deus criou a Mulher!

Notícia postada em 08/03/2021

Uma homenagem do Sintec-ES ao Dia Internacional da Mulher

No livro bíblico do Gênesis está escrito: “Disse mais Deus: “Façamos o homem, um ser semelhante a nós! Que ele domine sobre os peixes do mar e as aves do céu, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre todas as criaturas que andam sobre a terra!” Deus criou então o homem à sua imagem; assim à imagem de Deus o criou.

Homem e mulher, assim os criou. Esta maravilhosa metáfora da criação do Universo e da humanidade nos remete a um passado não tão glorioso para o sexo feminino como deveria ter sido. Nos primórdios do desenvolvimento dos primatas até o homo sapiens foram milhões de anos. Por um longo período vigorou o papel fundamental da mulher na reprodução e cuidado de seus semelhantes, o matriarcado. Depois, por sua força física e enfrentamento necessário aos desafios da natureza inóspita, o sexo masculino, entre outros motivos, determinou o patriarcado, um sistema que os pôs numa situação de poder absoluto sobre as mulheres. As mulheres acabaram aceitando a submissão compensadas em parte pela glória da maternidade e consequente acompanhamento da cria.

Mesmo assim, algumas conseguiram heroicamente vencer a subjugação e são muitos os exemplos históricos, como a cientista Hipatia de Alexandria no início da Idade Média; no Oriente Médio temos o exemplo da Rainha de Sabá, uma das mais poderosas da Arábia; o de Maria Madalena, que teve papel de destaque entre os seguidores de Jesus Cristo; e a própria Maria, mãe de Jesus, que exerceu e ainda exerce até os dias atuais uma influência enorme sobre milhões de pessoas.

No Egito Antigo, tivemos mulheres como Hatshepsut, esposa de Tutmés II, que também foi faraó do Egito; Nefertiti, esposa de Aquenatón; e a mais famosa de todas, Cleópatra, contando ainda com muitas figuras femininas de destaque na Idade Antiga, como Roxane, a princesa persa que se tornou cônjuge de Alexandre Magno, da Macedônia.

Na Idade Média, temos a rainha Isabel de Castela, que, ao lado de seu marido Fernando de Aragão, promoveu a Unificação da Espanha no fim do século XV, expulsando os mouros (muçulmanos) da Península Ibérica. Em Portugal, há a dramática história de Inês de Castro, narrada pelo poeta Luís de Camões em Os Lusíadas. Inês foi perseguida e morta pelo rei D. Afonso IV para que não pudesse levar a cabo uma possível união matrimonial com o futuro rei D. Pedro. No período medieval, a mulher de maior vulto foi Joana D’Arc, que chefiou tropas do exército francês na Guerra dos Cem Anos, mas acabou sendo perseguida e morta, acusada de heresia.

Na Era Moderna, a rainha Elizabeth, da Inglaterra, também teve grande vulto, assim como Maria Stuart, da Escócia. Soma-se a essas duas Santa Teresa de Ávila, grande escritora e mística do Catolicismo Espanhol. Temos mulheres como Catarina, a Grande, czarina da Rússia de 1762 a 1796, que foi considerada uma dos déspotas esclarecidos, isto é, os reis absolutistas que tiveram abertura para algumas das ideias reformistas propostas pelo Iluminismo.

E na Idade Contemporânea, nos séculos XIX e XX, o número de mulheres de destaque é bem grande e abarca vários setores, desde o cultural até o político. Nomes como Anita Garibaldi, Ana Néri, Maria Quitéria e Princesa Isabel, no Brasil, Rainha Vitória e Margareth Thatcher. Muitos outros também poderiam ser mencionados, em todas as épocas da história da humanidade, como Rainha Nzinga (Ginga de Angola), Hannah Arendt, Chica da Silva, Zacimba Gaba – a princesa angolana tornada escreva no Brasil que fez história da resistência negra no Norte do Espírito Santo; Olga Benário Prestes, entregue por Getúlio Vargas para ser morta pelos nazistas na Alemanha de Hitler, Marielle Franco, ativista dos direitos humanos no Rio de Janeiro, assassinada há dois anos, entre tantas outras expressões femininas que merecem jamais ser esquecidas.

Atualmente, já tendo vencido pelas lutas o direito ao voto, à satisfação e liberdade sexual, entre outras, por exemplo, as mulheres ainda enfrentam desafios os mais diversos, como a violência doméstica, o preconceito em todas as suas formas, diferença salarial, baixo número de dirigentes empresariais e políticas… São temáticas que só podem ser vencidas com educação, conscientização e tempo, como apoio dos homens conscientes do papel e da importância das mulheres no desenvolvimento da civilização e de todos os países. No cenário internacional surgem figuras exponenciais ainda jovens como a ativista ecológica Greta Thunberg e a paquistanesa Malala Yousafzai, que foi vítima de um atentado por defender o direito das meninas de ir à escola. Com 17 anos, foi a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz.No espectro político, inegável a importância de Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha; e a primeira-ministra Jacinda Ardern, da Nova Zelândia, mulheres que se tornaram também exemplos no combate à Covid-19 em seus respectivos países. Não vamos nos ocupar no momento em relembrar as grandes mulheres também dasartes e das ciências, que deixaram e ainda deixam um vastíssimo exemplo de construçãopositiva da humanidade no caminho interminável da civilização onde a igualdade e a fraternidade sejam nossas maiores referências.E assim, o SINTEC-ES, ciente de seu papel como formuladores de um novo e renovado sindicalismo para enfrentar as inúmeras pedras que tentam nos cercar por este caminho, abraçamos com vigor as causas das mulheres em todo o mundo, nesta celebração anualque surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou o dia da mulher, em 20de fevereiro de 1909, em Nova York — uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino.

Mas, foi durante as conferências de mulheres da Internacional Socialista, de acordo com a Wikipédia, em Copenhague, 1910, que foi sugerido, por Clara Zetkin, que o Dia da Mulher passasse a ser celebrado todos os
anos. A partir de 1913, as mulheres russas passaram a celebrar a data com manifestações realizadas no último domingo de fevereiro. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro, no calendário Juliano), ainda na Rússia Imperial, organizou-se uma grande passeata de mulheres, em protesto contra a carestia, o desemprego e a deterioração geral das condições de vida no país. Operários metalúrgicos acabaram se juntando à manifestação, que se estendeu por dias e acabou por precipitar a Revolução de 1917.
Nos anos seguintes, o Dia da Mulher passou a ser comemorado naquela mesma data, pelo movimento socialista, na Rússia e em países do bloco soviético.
Em 1975, o dia 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher, pelas Nações Unidas. Atualmente, a data é comemorada em mais de 100 países — como um dia de protesto por direitos e celebração do feminino, só comparável ao Dia das Mães.

Mulheres no ES

Não podíamos deixar de citar algumas mulheres como exemplo de lutas em solo capixaba na atualidade. São tantas que citaremos apenas algumas como homenagem do Sintec-ES à todas as mulheres do Espírito Santo, iniciando com nossa diretora, a jovem Ana Emilia Ferreira Furtado (foto abaixo) de apenas 20 anos, estudante do curso de Farmácia no IFES de Vila Velha.

 

Apesar da pouca idade, Ana Emília tem um currículo invejável não só como aluna exemplar que foi como também na militância ativa no Movimento Estudantil, engajada junto com outros colegas na luta pela qualidade da educação             pública.            Convidada       pelo então diretor do Grêmio Estudantil Rui Barbosa, Luiz Augusto, a jovem logo se reconheceu       atuando            durante

Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e daí para a UJS (União da Juventude Socialista) foi mais um passo em sua vida.

Apesar de algumas frustrações, Ana Emília reconhece o aprendizado com os grupos e o aumento do interesse no conhecimento de exercitar a política pura, que considera a forma de se relacionar com as pessoas e a sociedade. “Tudo é política”, diz ela. “Até tomar um cafezinho é política!”, sintetiza afirmando que devemos fazer o bom uso da política para conseguirmos atingir de forma legítima nossos objetivos. “Devemos nos inserir na sociedade como cidadãos e cidadãs. Democracia é para todo mundo”, enfatiza.

Ana Emília participou praticamente de todos os grupos e comissões que surgiram no IFES, inclusive como uma das representantes dos estudantes no Conselho de Ética, do Conselho Superior e de outro Conselho que o diretor instituiu com outros diretores, além do Núcleo de Meio Ambiente e do GETAP (Grupo de Estudos Territoriais e a Atividade Pesqueira).

“Tudo isto foi importante para eu dar mais um passo importante: minha entrada no Movimento Sindical a convite do presidente do SIntec-ES Miguel Madeira,” que teve contato com ela no Grêmio Rui Barbosa. Ana Emília revela seu pensamento filosófico marxista, acreditando que a revolução vem do trabalho. “Sem isto, tudo para, o mundo para, nada gira”, analisa a ex-estudante de Técnica em Pesca do IFES Campus Piúma.

Dessa militância por intermédio do IFES, Ana Emília passou a questionamentos críticos como o que está faltando à sociedade? O que falta aos trabalhadores lutar ainda mais pelos seus direitos? Falta o desenvolvimento de um pensamento crítico?, filosofa a jovem estudante, que vive atualmente tentando conciliar suas atividades pessoais com a militância sindical.

Ela avalia que o governo federal a tem deixado muito triste, pois tudo que ela abomina agora acontece de forma natural, como o sucateamento das universidades e institutos federais de educação. “O presidente da República não reconhece a importância dos ensinos técnicos e superiores, que são tão importantes para a qualidade de vida, melhores perspectivas para famílias, e que hoje se encontram sem recursos, destruindo uma imagem histórica que já estava consolidada há tempos?”, questiona Ana Emília, que também critica a falta de recursos no SUS, que deveria tratar da melhor forma a saúde da população brasileira, incluindo a preventiva, que não está acontecendo, e que não se vê nenhum esforço, seja do governo federal, seja do Congresso Nacional para resolver os problemas.

Ana Emília lembra que os trabalhadores precisam exercer mais a sua cidadania. Para ela, os sindicalistas lutam muito para conseguir algumas vitórias, mas há pessoas que se enganam e acham que podem resolver alguma coisa dialogando com os patrões. “Precisamos mudar essa visão e esse pensamento e conscientizar os trabalhadores para o engajamento ao enfrentamento!”, dispara a militante sindicalista. Como mulher, ela diz que infelizmente o machismo ainda tenta impedir as mulheres de galgar posições de destaque em todas as atividades da sociedade. Reclama ainda do assédio inclusive de origem inesperados, o desconhecimento dos papéis de cada um na sociedade, homens e mulheres. “O Congresso e os governos são dominados infelizmente por homens. Nós, mulheres precisamos lutar muito para ocupar os espaços de poder e decisão!”, finalizou Ana Emília.

 


Outra mulher homenageada pelo Sintec-ES é Lourdes Catarinozi (foto ao acima), natural de Guaçuí-ES
formada em Ciências Sociais, pós-graduada em Gestão de Pessoas/FAESA, Gestão de Negócios/FUCAPE e Gestão de Organizações Sociais/UFES. 30 anos de experiência empresas capixabas e 10 anos como empresária.
Atua como Voluntária em diversos Projetos Sociais, além de Assessora de Marketing na Campanha Eleitoral para Vereador em 2020.
Desde 2020 atuando como Assessora Estadual do Movimento Mulheres no Poder ES movimento suprapartidário, que tem como principal objetivo engajar as capixabas inspirando ocuparem cargos políticos mostrando que o aumento de lideranças femininas é importante para o Estado, para o Município e melhor ainda para as políticas
públicas.

 

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