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Dia da Vitória

Notícia postada em 11/05/2021

Voltar ao passado para não repetir erros no presente e no futuro. Os trabalhadores têm a obrigação de estar sempre alertas e ainda alertar a sociedade sobre os sinais que antecedem o caos porque são historicamente os que mais sofrem. Comemorado no dia 8 de maio em alguns países e no dia 9 de maio na Rússia, a data nos remete à vitória dos Aliados (EUA, Inglaterra e União Soviética) na 2ª Grande Guerra Mundial contra os países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália).

A Segunda Guerra Mundial, assim denominada no Ocidente, e chamada de Grande Guerra Pátria pelos russos, tem um significado especial para aquele país porque perderam nesse conflito cerca de 25 milhões entre civis e militares no período da guerra, quando o país foi invadido pelas forças de Hitler.  Mas, também, porque o Exército Vermelho foi o primeiro a ocupar a capital alemã, Berlim, em maio de 1945, antes do suicídio de Adolf Hitler e de sua companheira Eva Braun, além de Goebbels, chefe de propaganda nazista, e sua mulher Magda, que ainda envenenou seus seis filhos antes de se matarem no bunker alemão.

A Segunda Guerra Mundial foi um dos maiores conflitos do século XX. Iniciada em 1939 e terminada seis anos depois. A derrota nazista ocorreu em 07 de maio de 1945, quando o general Alfred Jodl – do Alto Comando Alemão – assinou a rendição incondicional de todas as forças germânicas. O anúncio oficial seria feito só no dia 9, mas a imprensa noticiou no dia 8, que entrou para a história como o Dia da Vitória na Europa. A União Soviética celebra o fim da Grande Guerra Patriótica na Rússia e nos países da antiga URSS – em 9 de maio. Está entre as datas mais lembradas pelos russos, junto com a Revolução Russa de 1917 e o primeiro vôo espacial de Yuri Gagárin.  Pelo mundo, milhões de pessoas festejaram o fim da guerra, e uma das celebrações mais marcantes ocorreu em Londres, onde mais de um milhão de pessoas comemoraram nas ruas o fim do conflito.

O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente dos conflitos na Europa. A Força Expedicionária Brasileira – FEB – enviou cerca de 25 mil soldados ao norte da Itália, onde lutaram junto ao Exército Americano, tomando regiões dominadas pelos nazistas, como a famosa tomada de Monte Castello (que durou três meses), e batalhas em Massarosa, Camaiore e Monte Prano e Castelnuovo. E foi na Batalha de Montese – em 14 de abril de 1945 – que a atuação da FEB foi considerada essencial para retomada da Itália.

A participação do Brasil nos conflitos era desacreditada e dizia-se que era mais fácil uma cobra fumar do que o país integrar os esforços de guerra. Em 2 de julho de 1944 ocorreu a viagem do primeiro contingente da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do general Zenóbio da Costa. O país entrou oficialmente na guerra e “a cobra fumou”. Por conta disso, os soldados utilizaram o desenho de uma cobra fumante como seu símbolo. Mais de 400 militares morreram em batalha e são considerados heróis da nação.

No dias atuais, há um movimento sutil de alguns dirigentes de países que aspiram o retorno do nazifascismo, que dentre as principais características podemos destacar o nacionalismo, marcado pela valorização exacerbada da cultura e dos símbolos da pátria; o totalitarismo, através da concentração de poderes nas mãos do chefe da nação e da ausência de democracia e de liberdade; além do militarismo, baseado na produção exacerbada de armamento. Some-se a isso o antissemitismo através da ação preconceituosa e do uso da violência para com o povo judeu, sendo simbolizado através do holocausto, plano arquitetado pelos alemães nazistas e que levou à morte cerca de 6 milhões de judeus nos campos de concentração. Lembramos que aqui no Brasil e em alguns outros países, observamos um movimento xenófobo contra o povo chinês, contra negros, e africanos, bem como contra a comunidade LGBT+, além de um inexplicável preconceito gênero.

Sinais claros que antecedem tempos obscuros, com dirigentes nacionais que pouco de importam com os valores culturais populares de seus povos, e com o meio ambiente, onde defendem a extração irracional de riquezas naturais para o aumento de riquezas para seus asseclas.

O expansionismo, e a superioridade racial, baseada em uma doutrina racista que alega uma suposta legitimidade científica, afirmando que algumas raças seriam mais evoluídas do que outras, também marcaram os regimes nazifascistas da época, e o que é pior: continuam inspirando pseudo salvadores das pátria – se fazendo acreditar como fizeram Hitler, Mussolini e tantos outros ditadores.

Todo cuidado é pouco. No Brasil ainda temos uma arma para esse combate que se avista cada vez mais próximo: o voto consciente.

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