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Nova Previdência

Notícia postada em 07/10/2019

Fim da Aposentaria Especial para quem trabalha em situação de periculosidade ou insalubridade carrega em si uma das mais perversas ações do Governo Bolsonaro até agora.

Com exceção dos policiais que terão regime diferenciado, outras profissões que atuam sob risco de morte (periculosidade) ou insalubridade perderão o direito a aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho contínuo. É o que vai acontecer doravante com a aprovação da “Nova Previdência” em segundo turno pelo Senado. “É um duro golpe e uma das mais perversas ações do Governo Bolsonaro contra os trabalhadores que conquistaram o justíssimo direito a aposentadoria especial após lutas históricas do proletariado brasileiro”, diz convicto Miguel Madeira, presidente do Sindicato dos Técnicos Industriais do Espírito Santo – Sintec/ES

Essa nova legislação previdenciária causa muito temor aos trabalhadores que atuam especialmente nessas áreas perigosas e insalubres. O eletrotécnico Anderson Pandolfi (foto ao lado), 44 anos, por exemplo, há 13 empregado da EDP Escelsa, atua nas subestações da empresa onde é eletricista sênior.







A subestação de Carapina, por exemplo, tem 138 mil Volts, e por isto, ”é um trabalho que exige muito cuidado para não causar danos nem a si e nem a terceiros. Precisamos ter uma atenção muito grande”, diz o operário que deveria se aposentar sob regime especial  aos 25 anos de trabalho, 50 anos de idade – mas que agora, com a nova previdência que extingue a aposentadoria especial, só deverá se aposentar quando completar no mínimo 65 anos, ou seja, daqui a 21 anos, e não terá mais o benefício integral. E sem falar que se aposentando sofrerá uma perda salarial de 20 a 30% em seu salário com a nova previdência.

Anderson analisa ainda que para a própria empresa isso será muito ruim porque não vai querer deixar idosos trabalhando em locais de alto risco. O que vai determinar demissão por volta dos 50-55  anos de idade, calcula o trabalhador.

O fornecimento de energia é feito por meio de um grande e complexo sistema de subestações, linhas de transmissão e usinas, que constituem o Sistema Interligado Nacional (SIN). As subestações de energiasão responsáveis pela distribuição da energia elétrica. Antes de chegar às casas, a eletricidade percorre um sistema de transmissão que começa nas usinas e passa por estas estações, onde equipamentos chamados transformadores fazem o aumento ou a diminuição da tensão. Quando elevam a tensão elétrica, os transformadores evitam a perda excessiva de energia ao longo do percurso. Quando rebaixam a tensão, já nos centros urbanos, permitem a distribuição da energia pela cidade. Funcionam, deste modo, como pontos de entrega de energia para os consumidores. Para se tornar adequada para o consumo, a energia passa por transformadores menores, instalados nos postes das ruas. Eles reduzem ainda mais a tensão que será recebida nas casas e estabelecimentos comerciais.

Para se ter uma ideia da dimensão e alcance da nova lei que extingue a aposentadoria especial para quem trabalha em locais perigosos e insalubres, só na Grande Vitória existem  cerca de 40 subestações, algumas operadas remotamente.  A de Carapina, onde Anderson Pandolfi trabalha, tem capacidade de 138 kV. O que representa um altíssimo risco para quem trabalha nesse local.  

Aurélio Carlos – Assessoria de Imprensa – Sintec/ES. JP 01235- 99078-0714