Conheça o Plano Popular de Emergência lançado pela Frente Brasil


Notícia postada em 02/06/2017

O Plano Popular de Emergência foi elaborado pelas organizações que compõem a Frente Brasil Popular com o objetivo de construir uma alternativa programática, que devolva a normalidade democrática ao país e caminhe rumo à superação das crises econômica, política, social e ambiental, garantindo os direitos do povo trabalhador.

 
Para além da unidade tática das forças de esquerda, a articulação de partidos e movimentos populares busca ampliar o debate programático com toda a sociedade através deste plano. “Este programa ainda não está pronto, segue aberto. Façamos dele um programa do povo brasileiro”, disse o fundador do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral.

 
Apesar do ponto de partida do plano ser a saída de Michel Temer da presidência e a realização de eleições diretas, o dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile, fez questão de esclarecer que o plano não tem vinculações com qualquer projeto de candidatura. “Esse não é um programa para candidatos, mas para o povo”, assegurou.
O dirigente Sem Terra defendeu ainda a realização de uma nova Greve Geral, e aproveitou a oportunidade para anunciar a grande marcha que o MST prepara até Brasília. “Vamos fazer uma marcha a Brasília, e desta vez será para não voltar de lá, até que tenha eleições diretas”.

 
Em resposta a Stédile, Vagner Freitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou que as centrais estão em diálogo para a realização de uma nova Greve Geral entre os dias 26 e 30 de junho. Apesar de não precisar a data, o dirigente sindical afirmou que a paralisação deve durar mais que um dia e será, sem dúvida, ainda maior do que a realizada no dia 28 de abril.

 
O Documento foi apresentado no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), popularmente conhecido como Tuca, na noite de segunda-feira (29). Participaram do evento políticos, intelectuais, artistas e representantes dos movimentos populares. Na plateia, professores e estudantes da PUC, além de militantes dos diversos movimentos e partidos.

 

 

Plano Popular

 

 

O Plano Popular de Emergência contém dez eixos programáticos: (I) – Democratização do Estado; (II) – Política de desenvolvimento, emprego e renda; (III) – Reforma Agrária e agricultura familiar; (IV) – Reforma tributária; (V) – Direitos sociais e trabalhistas; (VI) – Direito à saúde, educação, cultura e moradia; (VII) – Segurança pública; (VIII) – Direitos Humanos e cidadania; (IX) – Defesa do meio ambiente; (X) – Política externa soberana.

 
Cada um dos eixos são subdivididos em propostas de ações concretas. Ao todo, são 76 propostas de intervenção prática. Em relação à Reforma Agrária, por exemplo, o plano propõe, entre outras coisas, a ‘implantação de um programa nacional para a produção, industrialização e comercialização de alimentos saudáveis, com orçamento de R$ 3 bilhões anuais, a destinação de R$ 2 bilhões anuais para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a implementação do Plano Nacional de Erradicação de Agrotóxicos (PRONARA) e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), bem como a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)’.

 
João Pedro Stédile disse que, como parte de um esforço para que as pessoas se apropriem e discutam amplamente o conteúdo do plano, serão feitas diversas ações culturais e de comunicação ao longo do próximo período. “Nosso melhor documentarista, Silvio Tendler, fará um documentário sobre o programa de emergência”, anunciou.
O plano também deve ser lançado em outras cidades do país nas próxmas semanas.

 
Confira a íntegra do Plano Popular de Emergência.

 

Fonte: Frente Brasil Popular

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